Peptídeos em Portugal: o que são e para que servem

PEPTÍDEOS: PORQUE ESTÃO A MUDAR A MEDICINA.

Se ainda não ouviu falar de peptídeos, provavelmente vai ouvir muito nos próximos anos. Eles estão a ganhar espaço nas áreas do metabolismo, composição corporal, saúde hormonal, pele, cabelo, recuperação de tecidos, função mitocondrial e longevidade. Mas há uma coisa que precisa de ficar clara desde o início: Peptídeos não são uma novidade. O nosso próprio organismo produz peptídeos. São pequenas sequências de aminoácidos que funcionam, muitas vezes, como verdadeiros mensageiros: levam informações às células e participam em diferentes processos biológicos. E a medicina utiliza terapias baseadas em peptídeos há décadas. A insulina é provavelmente o exemplo mais conhecido. Hoje existem dezenas de medicamentos peptídicos utilizados em diferentes áreas da medicina.

Então porque se fala tanto em peptídeos agora?

Porque começamos a compreender cada vez melhor como determinados peptídeos conseguem sinalizar funções muito específicas no organismo. E é aqui que o assunto fica interessante. Existem peptídeos estudados para atuar sobre:   metabolismo e composição corporal; função mitocondrial e energia; inflamação; recuperação de tecidos; pele e cabelo; fertilidade e sinalização hormonal; sistema nervoso e função cognitiva.   Alguns já têm décadas de investigação e utilização clínica. Outros estão neste momento a ser estudados. E outros apresentam resultados muito interessantes em laboratório e em modelos animais, mas ainda têm poucos estudos em seres humanos. Colocar todos no mesmo saco é um erro.
Peptídeos em Portugal

Se são tão interessantes, porque alguns não chegam às farmácias?

Esta é uma pergunta que quase ninguém faz. Transformar uma molécula promissora num medicamento exige anos de investigação e um investimento enorme em ensaios clínicos. E existe também uma questão comercial. Alguns peptídeos são moléculas naturalmente presentes no organismo ou sequências já conhecidas, o que pode tornar mais difícil conseguir uma protecção comercial suficientemente forte sobre a molécula original. Sem exclusividade, pode existir menos incentivo financeiro para uma empresa investir milhões no desenvolvimento clínico daquele composto. Isso não significa que um peptídeo seja eficaz apenas porque não chegou à farmácia. Significa que ausência de aprovação e ausência de potencial biológico são coisas completamente diferentes. E é justamente por isso que precisamos olhar para a investigação de cada molécula individualmente.

Alguns dos peptídeos que estão a ser estudados

MOTS-c

Um peptídeo de origem mitocondrial que tem despertado interesse pela sua relação com metabolismo, utilização de glicose, exercício e função mitocondrial.

GHK-Cu

Peptídeo ligado ao cobre estudado principalmente pela sua relação com pele, matriz extracelular, colagénio e processos de reparação.

KPV

Um pequeno peptídeo investigado principalmente pelos seus efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores.

BPC-157

Muito conhecido actualmente na área de recuperação e reparação tecidular. Tem investigação pré-clínica interessante, mas os dados clínicos em humanos continuam muito limitados.

Kisspeptina

Participa directamente na comunicação entre cérebro e sistema reprodutivo e tem sido investigada em fertilidade, função hormonal e saúde sexual. E estes são apenas alguns exemplos. O problema começa quando o peptídeo vira moda Eu estudo peptídeos porque considero esta uma das áreas mais interessantes da medicina actual. Mas estudar uma molécula é muito diferente de acreditar em tudo o que aparece sobre ela na Internet. Antes de considerar qualquer estratégia, quero saber: Qual é o mecanismo? Existem estudos em humanos? Para quem foi estudado? Que resultados foram encontrados? Que riscos conhecemos? E, principalmente, faz sentido para aquela pessoa? Porque o objectivo nunca deveria ser “usar um peptídeo”. O objectivo é perceber o que o organismo precisa e quais estratégias realmente fazem sentido naquele contexto.

Quer saber mais sobre peptídeos?

Na consulta de Medicina Integrativa, avaliamos o historial, sintomas, objectivos e análises laboratoriais antes de definir qualquer estratégia individual. Se pretende perceber se os peptídeos fazem sentido no seu caso, pode marcar uma consulta presencial no Porto ou online. Dra. Camila Coelho Medicina Integrativa C-0020970
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Dra. Camila Coelho

Naturopata integrativa focada em disfunções hormonais e digestivas, com abordagem centrada na identificação da causa dos sintomas.

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